Uma problematização da patologização das mulheres jovens nas redes sociais
ana clara soares gomes da cunha
elisa soane lomônaco
maria luisa guarato pinho
ketlin kroetz - orientador(a)
Contato: ketlin.kroetz@acad.pucrs.br
Escola Estadual Professora Juvenil F. dos Santos Santos
Resumo. A pesquisa, realizada por uma aluna e duas ex-alunas do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Uberlândia - Cap/UFU, em parceria com o Grupo de Estudos, Pesquisas e Inovações Tecnológicas (GEPIT), tem como objetivo principal problematizar os discursos sobre a patologização das mulheres jovens nas redes sociais. Consideramos que a tendência em patologizar comportamentos revela uma dificuldade coletiva de lidar com a complexidade do mundo digital, uma vez que as redes sociais potencializam sentimentos como vaidade, insegurança, desejo de conexão e expressão, mas nem sempre isso implica em doença. É importante diferenciar, portanto, sofrimento psíquico de variações normais da experiência humana em tempos neoliberais. A pesquisa é qualitativa com natureza predominantemente exploratória, e se utiliza da etnografia digital como prática metodológica para problematizar, por meio de interações sociais e engajamento coletivo em redes sociais, os discursos sobre patologização de mulheres jovens na atualidade. Os dados serão coletados nas redes sociais Instagram, Tik Tok e Twitter durante os meses de agosto e setembro. Os registros serão “printados” e organizados em nosso diário de campo, preservando a identidade do público que está sendo observado e transformando um volume complexo e heterogêneo de dados (posts, imagens, vídeos, comentários, curtidas) em categorias interpretativas capazes de responder ao problema de pesquisa. Os materiais utilizados serão os celulares das próprias pesquisadoras. Um dos resultados esperados consiste em desnaturalizar o discurso médico-psicológico que rotula como "doentes" certos comportamentos que fazem parte das formas de expressão e construção de identidade das mulheres jovens na contemporaneidade. Ao problematizar como o sofrimento psíquico é tratado nas redes sociais, o projeto pode contribuir para uma discussão mais ética e crítica sobre saúde mental, gênero e juventude feminina.
Palavras-chave: patologização; Redes Sociais; Mulheres jovens.
Veja mais

