Parla: plataforma para auxiliar no aprendizado de deficientes auditivos e surdos na oralização e na leitura labial – FASE II
fernanda nascimento de paula
bruna camargo galindo
rafael prearo lima - orientador(a)
talita de paula cypriano de souza - coorientador(a)
Contato: -
IFSP Bragança Paulista
Resumo. O objetivo deste projeto é desenvolver uma plataforma para auxiliar no processo de oralização e de aprendizagem de leitura labial para surdos e para pessoas com surdez moderada ou profunda. Alinhados aos ODS 3 (Saúde e Bem-estar), ODS 4 (Educação de Qualidade) e ODS 10 (Redução das Desigualdades), buscamos facilitar a comunicação entre esse público e o mundo ouvinte. Para isso, criamos um banco de dados de gravações de vozes e ruídos de fundo, treinamos uma IA para reconhecer os sons da fala e desenvolvemos GIFs animados que ilustram, em detalhe, os movimentos faciais e labiais de cada fonema. Na Fase I, desenvolvida em 2024, dedicada às vogais do português brasileiro (A, E, É, I, O, Ó e U), utilizamos mais de 77 000 gravações no treinamento. Nos primeiros testes com ouvintes, o protótipo atingiu 80 % de acertos; após calibrações de sensibilidade, filtragem de ruídos e ampliação da base para cerca de 80 000 amostras, chegou a 90 % e, com ajustes finais, aproximou-se de 100 %. Na Fase II, fase atual, integraram-se ao banco nove consoantes (S, P, B, D, G, Z, T, F e V) e 45 sílabas simples (CA/KA, SA/SE/SI/SO/SU, PA/PE/PI/PO/PU, BA/BE/BI/BO/BU, DA/DE/DI/DO/DU, GA/GE/GI/GO/GU, ZA/ZE/ZI/ZO/ZU, TA/TE/TI/TO/TU, FA/FE/FI/FO/FU e VA/VE/VI/VO/VU). Nos testes iniciais, o índice foi de pouco mais de 60%; após adicionar milhares de registros, subiu a 80%. Para alcançar precisão próxima de 100%, implementamos um indicador gráfico de intensidade de pronúncia em cada nível e passamos a usar o software Praat para análise detalhada.
Palavras-chave: Surdos; Deficientes auditivo; Oralização.
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