Microrganismos e Abelhas: Amigos ou Inimigos?
katherine bilsland machesan
luiza rodrigues de souza
elizabeth bilsland - orientador(a)
cecilia pereira de andrade - coorientador(a)
Contato: katherine.b@aluno.ifsp.edu.br
IFSP - Campus Campinas | Campinas -

Resumo. Vive-se em uma era marcada pelo surgimento de bactérias e fungos resistentes a todas as classes de antibióticos e antifúngicos aprovados para uso humano. Portanto, é crucial descobrir novos antimicrobianos. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (campus de Ribeirão Preto) descobriram que microrganismos que vivem com insetos sociais como formigas podem produzir antimicrobianos para proteger o formigueiro. Neste experimento busca-se descobrir se os microrganismos que vivem com as abelhas também possuem a capacidade de produzir substâncias protetoras, como os antibióticos e antifúngicos. Para isso, foram adquiridos 5 tipos de méis originários de diferentes regiões do Brasil e produzidos por espécies de abelhas distintas. Os méis foram diluídos com água destilada estéril e distribuídos sobre placas de petri com diferentes meios de cultivo para o crescimento de fungos e bactérias e incubados a 30oC por 2-5 dias. As colônias formadas foram contadas, as placas foram fotografadas e microorganismos isolados para preparo de DNA genômico e armazenamento a -80oC. Foram utilizados oligonucleotídeos específicos para a região codificadora do RNA ribossômico para amplificação e sequenciamento, o que permite a identificação das diferentes espécies. Em paralelo testou-se a capacidade de cada linhagem secretar antimicrobianos através de ensaios de formação de halo de inibição do crescimento de bactérias e leveduras. Selecionando assim microrganismos que possuem a capacidade de secretar antibióticos ou antifúngicos. Espera-se identificar microrganismos que tenham a capacidade de produzir novos antimicrobianos.
Palavras-chave: Antimicrobianos, bioprospecção, genotipagem.
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